O salário mensal bruto de um eurodeputado é de 11.255,26 euros, ficando com 8.772,70 euros líquidos após impostos comunitários. O vencimento é fixado em 38,5% do salário de um juiz do Tribunal de Justiça da União Europeia e é atualizado anualmente. Mas o vencimento base é apenas uma parte da equação.
Aos 8.772 euros mensais líquidos somam-se subsídios fixos e variáveis. O subsídio de despesas gerais, destinado a cobrir custos de gabinete, telefone, internet e atividades parlamentares é de 4.950 euros por mês. Há ainda uma ajuda de custo diária de 350 euros para alimentação e alojamento, paga apenas nos dias em que o eurodeputado assina o registo de presenças em Bruxelas ou Estrasburgo.
Se participar em reuniões fora da União Europeia, o subsídio diário é reduzido para metade (175 euros), com reembolso separado de despesas de alojamento. As deslocações entre o país de origem e as sedes do Parlamento são totalmente reembolsadas como bilhete de avião em classe executiva, comboio em primeira classe ou 0,58 euros por quilómetro se viajar de carro (até 1.000 km).
Assistentes, gabinetes e outras despesas pagas
Para além do que recebe diretamente, cada eurodeputado tem direito a contratar assistentes. O subsídio mensal para assistentes parlamentares é de 28.696 euros, valor que cobre salários de colaboradores que trabalham em Bruxelas ou nos gabinetes nacionais. Os 21 eurodeputados portugueses empregam cerca de 90 assistentes, financiados por este subsídio. Desde 2009, está proibida a contratação de familiares próximos.
Há também um envelope anual de 4.454 euros para atividades realizadas fora do país de origem, como conferências, visitas de trabalho, encontros com stakeholders. Para atividades dentro de Portugal, existe um subsídio separado para despesas de transporte.
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