“O OE2024 não serve Portugal”: partidos reagem à proposta do Governo
“Falta de sensibilidade do Governo”
Também o Bloco de Esquerda considera que as medidas apresentadas por Medina não visam melhorar as condições de vida dos portugueses, muito menos dos trabalhadores.
Já do lado do PCP, gira o disco e toca o mesmo. A deputada Paula Santos também repudia a proposta apresentada pelo Executivo de António Costa, por intermédio do seu Ministério das Finanças.
A Iniciativa Liberal já tinha anunciado o seu sentido de voto em relação à proposta do OE2024 do Governo apenas uma hora após ter sido publicada. João Cotrim de Figueiredo detalha que as 39 medidas refletem um orçamento que não visa qualquer reforma para o país.
“Das 39 medidas todas tem muito que se lhe diga mas o resultado final é este: não há nenhuma reforma estrutural nos serviços públicos, continua a atirar-se dinheiro na saúde, habitação, segurança social, em todos os domínios há reforço de orçamento mas não há reformas”, esclarece o deputado liberal.
Relativamente à carga fiscal, Cotrim de Figueiredo reconhece que existe uma aparente redução, mas que esta é “compensada com um enorme aumento dos impostos indiretos".
Mais carga fiscal
Na vez do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, líder da bancada parlamentar dos sociais-democratas também refere que a carga fiscal, com a proposta de Orçamento do Estado do Governo, vai continuar a aumentar.
“Há uma cobrança cada vez maior de impostos, não através de maior crescimento económico. A economia está a desacelerar e o Governo cobre cada vez mais. O Governo reconhece que a carga fiscal vai subir de 24,9% do PIB para 25,2% nos impostos,
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